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11 de Maio de 2010

Web Standards

Definição De Web Standards

Web Stan­dards é um termo uti­lizado para especi­ficar padrões para pági­nas de inter­net. Fun­da­men­tada desde os primór­dios pela W3C (World Wide Web Con­sor­tium), esta insti­tu­ição foi fun­dada pelo cri­ador da web Tim Berners-Lee. Estes padrões visam facil­i­tar a dis­sem­i­nação de con­teúdo na rede através de doc­u­men­tos HTML semân­tico, ou seja, inter­pretáveis, que uti­lizem boas téc­ni­cas e práti­cas de arquite­tura, nave­g­a­bil­i­dade e aces­si­bil­i­dade, sem­pre cen­trado no propósito da web acessível a todos.

Raíz Mal Plantada.

Quase vinte anos se pas­saram desde que a primeira página foi pub­li­cada na web em Agosto de 1991. Somente em 2009 já se repor­tava mais de 183 mil­hões de domínios em toda inter­net. Em número de inter­nau­tas já esta­mos próx­imo dos dois bil­hões. Serviços ino­vadores como blogs, diretórios de vídeos, redes soci­ais, enfim, um cresci­mento sem con­t­role de infor­mações e de pes­soas envolvi­das nesses ambi­entes. Para os negó­cios do mundo glob­al­izado a bar­reira do tempo e espaço geográ­fico fora elim­i­nado e agora pres­en­ci­amos ações que bus­cam mas­si­ficar grandes marcas.

No começo, eram ape­nas pági­nas sem vida. Depois, pas­samos a emi­tir opiniões, recomen­dar pági­nas, pub­licar arquivos e tornar tudo que existe na web dinâmico de forma que isso se reper­cu­tia em novas tendên­cias. Agora, os sis­temas pre­cisam mais do que nunca ser interli­ga­dos, por isso, serviços que geram novos serviços acabam trans­for­mando a máquina num agente inte­grador na inter­net. Isso sig­nifica que robôs e humanos devam se comu­nicar para que a roda da web nunca pare de girar.

His­tori­ca­mente tudo é bonito, mas não se pode deixar de citar o monopólio que as grandes empre­sas do Vale do Silí­cio enraizaram e que somente agora esta­mos tratando esse câncer. Nave­g­adores que não seguiam estri­ta­mente nor­mas esta­b­ele­ci­das pela W3C e que acabavam por fornecer uma exper­iên­cia sem igual aos demais usuários. O tema virou até matéria no Dis­cov­ery Chan­nel inti­t­u­lada como “A Guerra dos Browsers”.

Figura 1 – Guerra dos navegadores.

Em busca Da Exper­iên­cia Perfeita.

Pági­nas intu­iti­vas tor­nam os usuários mais ágeis e con­cen­tra­dos em realizar suas tare­fas. Tit­u­lar as pági­nas cor­re­ta­mente, enrique­cer for­mulários com tex­tos indica­tivos aos cam­pos a serem preenchi­dos, botões de ações que exe­cu­tam real­mente o que con­diz aos seus nomes atribuí­dos, tex­tos alter­na­tivos caso as ima­gens não sejam car­regadas, detal­hes, mas que para muitos lei­gos são um difer­en­cial, em espe­cial os que pos­suem neces­si­dades espe­ci­ais. Usuários não pre­cisam pen­sar sobre como fazer, sim­ples­mente devem seguir seu instinto. Web sites não devem ser pro­je­ta­dos para deter­mi­na­dos nave­g­adores, nem per­mi­tir o acesso medi­ante uti­liza­ção de plug-ins que irão desviar o foco do vis­i­tante. Imag­ine quan­tos clientes poten­ci­ais e-commerces per­dem ao extravasar em ani­mações em Flash. Quan­tos assi­nantes, prove­dores deixam de gan­har por sim­ples­mente uma rotina em Javascript não fun­cionar como deveria.

Figura 2 – Típico “crash” no nave­g­ador Google Chrome.

Uma vez que web sites se tornaram mod­e­los de negó­cios, através da expo­nen­cial­i­dade da qual atinge, grandes inves­ti­men­tos são real­iza­dos  em casos de testes para que a exper­iên­cia do usuário seja anal­isada  e param­e­trizada. Tem como meta tam­bém tornar disponível estas pági­nas a um maior número de uti­lizadores, nos mais diver­sos dis­pos­i­tivos, em destaque os móveis. Quando bem apli­cado esses fatores servem como indi­cadores para apon­tar, por exem­plo, quanto tempo o usuário per­maneceu conec­tado na página, quais seções nave­gou e se venho a retornar suas vis­i­tas. É moldado então um per­fil e estraté­gias de nave­g­a­bil­i­dade são arquite­tadas com o obje­tivo de alcançar maior vis­i­bil­i­dade deste vis­i­tante. Tudo é tratado de forma min­u­ciosa, pois um passo maior do que o pé é sufi­ciente para que esse usuário feche a página e nunca mais retorne. Sim­pli­ci­dade, ainda é uma car­ac­terís­tica mar­cante aos visitantes.

Figura 3 – Processo de definição de métri­cas para um web site.

Estru­turas Que Des­en­cadeiam Efeito Cascata.

Pro­je­tos que tomam como base padrões para a web, nat­u­ral­mente conquistam:

  • Pro­du­tivi­dade
  • Manuten­abil­i­dade
  • Exten­si­bil­i­dade
  • Aces­si­bil­i­dade
  • Redução no tráfego de banda
  • Com­pat­i­bil­i­dade com novos navegadores

Exis­tem out­ras van­ta­gens que a uti­liza­ção de padrões pode pro­por­cionar, como por exem­plo, o mel­hor posi­ciona­mento frente aos mecan­is­mos de busca com a uti­liza­ção cor­reta dos ele­men­tos HTML. Isso tam­bém implica na equipe de desen­volvi­mento que agora pas­sará a inter­pre­tar códi­gos e não sim­ples­mente ten­tar adi­v­in­har porque eles estão ali. E o maior bene­fí­cio de todos, seu web site resi­s­tirá ao tempo da internet.

Estes req­ui­si­tos são var­iáveis impor­tantes para lev­an­ta­mento de custo de um pro­jeto. Não basta ter os mel­hores profis­sion­ais se eles con­tin­uam a desen­volver pági­nas arcaicas que futu­ra­mente cairão em desuso na inter­net. Assim como par­ti­mos da lin­guagem pro­ce­dural para ori­en­tação a obje­tos, é necessário que o con­ceito de desen­volvi­mento para web seja revisto. Inve­stir em treina­men­tos é o primeiro passo.

Figura 4 – Men­su­ração dos resultados.

Por Onde Começar?

Você não pre­cisa reapren­der HTML, CSS e Javascript para começar a aplicar web stan­dards em seus pro­je­tos. Deve sim­ples­mente sabê-los escr­ever cor­re­ta­mente. O por­tal W3C fornece man­u­ais de refer­ên­cia, arti­gos, vídeos e tuto­ri­ais sep­a­ra­dos cat­e­gori­ca­mente em temas, de como colocá-los em prática no dia-a-dia.

Exis­tem fer­ra­men­tas que aux­il­iam na cor­reção de códi­gos, são os pop­u­lares val­i­dadores. Como o próprio nome diz, tem por função ver­i­ficar uma deter­mi­nada página e val­i­dar os ele­men­tos ren­der­iza­dos no nave­g­ador. Caso o doc­u­mento apre­sente erros, serão apre­sen­tadas as incom­pat­i­bil­i­dades e então as mod­i­fi­cações que serão necessárias.

Val­i­dador de doc­u­men­tos HTML, XHTML entre out­ras lin­gua­gens de mar­cação.
http://validator.w3.org

Val­i­dador de fol­has de estilo CSS e doc­u­men­tos (X)HTML com fol­has de estilo.
http://jigsaw.w3.org/css-validator

Val­i­dador de links e ânco­ras em pági­nas web.
http://validator.w3.org/checklink

Val­i­dador de web sites acessíveis através de dis­pos­i­tivos móveis.
http://validator.w3.org/mobile

Out­ros val­i­dadores.
http://www.w3.org/QA/Tools

Refer­ên­cias bibliográficas.

WWW FAQs: What was the first web­site?
http://www.boutell.com/newfaq/history/firstsite.html

Over 180 Mil­lion Inter­net Domain Names Reg­is­tered.
http://blogs.verisign.com/web-user-experience/2009/06/over-180-million-internet-doma.php

World Inter­net Usage Sta­tis­tics News and World Pop­u­la­tion Stats.
http://www.internetworldstats.com/stats.htm

Doc­u­men­tário: A Guerra dos Browsers. Dis­cov­ery Chan­nel.
http://www.domicioneto.com/2009/12/24/a-guerra-dos-browsers-documentario-discovery-channel

WaSP: Lutando por Stan­dards – Mis­sion.
http://www.webstandards.org/about/mission/pt

How to check the usabil­ity of your web­site.
http://karolinakukielka.com/2009/09/02/how-to-check-the-usability-of-your-website

Fonte:  webmaster.pt

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